O três tipos de homens.

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OS TRÊS TIPOS DE HOMENS

Em I Cor 2.9 a 3.4, o apóstolo Paulo, dividiu toda família humana em três classes:

A – O Homem Natural – I Cor 2.14 – (psuhikos)

Refere-se aos sentidos naturais, aquele que não “nasceu de novo”. Aqui o homem natural não é censurado, simplesmente o texto mostra suas limitações. Ele não pode entender as coisas espirituais porque só tem o espírito humano e não o Espírito Santo que o tornaria capaz de entender as coisas de Deus.

O homem natural, ainda que instruído com toda sabedoria humana, e apesar da sua religiosidade e prática, tem o entendimento fechado para o Evangelho (II Cor 4.3,4).

Entre os perdidos, não há distinção de classe, como no caso dos crentes.

B – O Homem Carnal – I Cor 3.1 – 4  – (sarkikos)

Apesar de ser salvo, anda segundo o “curso deste mundo”. A carne o domina. Por não se alimentar com o alimento sólido fica fraco e a inveja, a contenda e a dissensão toma conta desse homem, bem como outros pecados. O crente carnal apesar de ter o Espírito que fica habitando nele, contudo, a sua condição carnal impede que o Espírito exerça satisfatoriamente a obra de santificação.

C – O Homem Espiritual – I Cor 2.15 – 16  – (pneumatikos)

Refere-se às coisas espirituais (do Espirito S.). Esse crente discerne bem tudo, e ainda, pode entender as coisas comuns ao conhecimento humano: nele está a mente de Cristo.

Para o homem espiritual Deus é real. E na confiança de que Deus é o Senhor, ele encontra satisfação. Amém !

Obs: Duas grandes transformações espirituais são possíveis à experiência humana: uma é a transformação do homem natural em pessoa salva, (fé em Cristo – Jo 1.12) e a outra é a transformação do homem carnal em pessoa espiritual (quando há uma obediência ao Espírito – Gl 5.16).

A – A Velha e a Nova Natureza

Muitos crentes desinformados ficam frustrados ao perceberem que  não estão isentos de pecar após a conversão e que não podem evitar os maus pensamentos e desejos. Por causa disso, e em consequência à falta de ensino básico, perdem seu ânimo do “primeiro amor” e muitos acabam definhando na vida cristã, sentindo-se culpados e na pior das hipóteses “aborrecidos” com o próprio Deus por não lhes proporcionar uma “salvação completa”.

Todo ser humano possui a velha natureza (Sl 51.5; Ef 4.22) e somente o crente possui uma nova natureza, porém, não significa que a velha natureza foi extirpada da vida do crente, e sim, que o crente deverá conviver enquanto neste “corpo mortal”, com duas naturezas, que lutarão uma com a outra durante toda a sua vida na terra.

A velha natureza não pode ser melhorada (Rm 8.7). Jesus disse a Nicodemos que é necessário nascer de novo, ou seja, ganhar uma nova natureza (Jo 3.3-7).É claro que se a velha natureza pudesse ser melhorada não haveria necessidade de uma nova.

A velha natureza é o antigo modo de viver, seu antigo ego com suas práticas (Col 3.9). A nova natureza é o novo modo de viver, é a união vital com Cristo (Col 3.10-25).

Nas Escrituras, essa velha natureza, que recebemos de Adão é chamada pecado. Quando as Escrituras falam de pecados, estão se referindo aos frutos que a velha natureza produz.  Portanto, o pecado refere-se à velha natureza e os pecados referem-se aos frutos dessa natureza.

Ilustração: Em Mt 7.16-18 a árvore é o homem com sua velha natureza, o pecado, cujo fruto são pecados.

Se todos os frutos forem colhidos de uma árvore, esta voltará a dar outros. Assim, se todos os nossos pecados forem (de fato foram) perdoados até o dia de hoje, temos ainda a velha natureza capaz de produzir muito mais desses “frutos” (pecados). I Jo 1.8,9 “Se dissermos que não temos pecado (a velha  natureza) enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados (os frutos da velha natureza) Ele é fiel e justo para perdoar os pecados”.

B – A Solução

O único meio de acabar com a velha natureza é por meio da morte. A solução para este conflito é o princípio da crucificação (Rm 6.6). Deus já resolveu crucificando a velha natureza do crente com Cristo Jesus. Nós somos chamados para “considerar-nos” mortos (Rm 6.11). Além

C – Abrindo Comentário Sobre a  “Carne” – (Grego – sarx)

A palavra “carne”, no seu uso geral, refere-se ao corpo físico. No entanto, ela tem também um significado moral, ou ético

O vocábulo “carne”, quando usado na Bíblia com significado moral, quer dizer muito mais do que corpo físico; no seu sentido moral ela inclui a totalidade da pessoa – espírito, alma e corpo.

Os impulsos e desejos da vida são chamados “concupiscências da carne” (Gl 5.16; Ef 2.3). A carne quer dizer propriamente o eu.Rm 7.8,18.

A vitória sobre a carne é ganha pelo poder do Espírito Santo que habita no crente. (Gl 5.16,17,25)

Paulo diz: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

Vivemos = indica comunhão permanente.

Andemos = indica aplicação constante das orientações dadas pelo Espírito Santo.

P. Jadir Siqueira